Ao entrar em sua 35ª temporada, a série da NBC Dateline foi além de sua exibição semanal e passou a incluir podcasts complementares e independentes, eventos ao vivo e ampla distribuição. Seus correspondentes e o apresentador Lester Holt conversaram recentemente sobre a longevidade do programa, seu público e os desafios de cobrir crimes reais, em uma entrevista à Us Weekly.

O correspondente Josh Mankiewicz disse que entrou para Dateline em 1995 sem imaginar que isso se tornaria uma carreira de mais de três décadas. Ele descreveu a mudança de foco do programa para os crimes reais e acrescentou que alguns dos casos abordados eram histórias que ainda não haviam sido contadas. Dennis Murphy recordou um formato anterior que incluía uma mistura de segmentos de revista eletrônica jornalística, enquanto a série atual se concentra nas pessoas no centro dos crimes e na busca por justiça.

Keith Morrison disse que parte do apelo dessas histórias está no que elas revelam sobre a natureza humana. Mankiewicz também observou a atenção intensa que os espectadores dedicam aos casos, descrevendo encontros com pessoas que acompanham os episódios pelo celular. Os correspondentes disseram que as redes sociais os ajudaram a se comunicar com o público, enquanto os repórteres conhecidos do programa e a possibilidade de uma resolução contribuem para seu apelo.

A equipe também discutiu o crescimento das investigações de crimes reais na internet. Andrea Canning disse que algumas coberturas podem ser descuidadas, enquanto Morrison afirmou que o material que circula na internet às vezes pode dar a Dateline a oportunidade de corrigir informações. Mankiewicz disse que investigadores on-line podem, por vezes, ser valiosos para uma história, mas que suas alegações precisam ser verificadas. Blayne Alexander enfatizou que o jornalismo continua sendo central para o trabalho do programa.

Os repórteres descreveram diferentes maneiras de lidar com o peso emocional de suas atribuições. Alexander disse que estabelece limites entre o trabalho e a vida familiar, enquanto Canning assiste a reality shows e escreve filmes da Hallmark. Mankiewicz disse que mantém contato com as famílias retratadas no programa, e Holt afirmou que, ao longo de sua longa carreira no jornalismo, acostumou-se a processar histórias difíceis.

Eles também falaram sobre sua responsabilidade para com as pessoas afetadas pelos casos. Morrison disse que a equipe tenta contar as histórias levando em consideração os sentimentos das pessoas envolvidas, enquanto Mankiewicz ressaltou que as famílias convivem com as consequências muito depois da exibição de um programa. Alexander disse que as entrevistas podem dar às pessoas a oportunidade de falar sobre experiências que talvez não tenham discutido durante anos.

O alcance do programa também chegou à cultura pop. Murphy recordou Taylor Swift dizendo a ele que Dateline e Law & Order haviam despertado seu interesse pela perícia criminal, e afirmou que conseguia perceber como alguns dos temas do programa haviam influenciado as composições dela. Mankiewicz disse que a presença do programa na cultura popular o havia surpreendido, enquanto Morrison afirmou que continua atraído pelo trabalho porque ele o põe em contato com pessoas interessantes e histórias complexas.

Fontes: Us Weekly.